Elaboração de base cartográfica do uso e da cobertura da terra na região do município de Porecatu (P
- 29 de ago. de 2016
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Neste artigo escrito por Vicente Tomazi, co fundador do Ikatu, fotógrafo, especialista em Geoprocessamento e Mestre em geografia, aborda o uso do geoprocessamento, utilizando a técnica de classificação de imagens com o sistema Spring. Segue abaixo a introdução do trabalho na íntegra. Maiores informações ou interessados no artigo completo, entrem em contato através dos emails: flavio@institutoikatu.org ou vicentetomazi@gmail.com
O presente estudo foi desenvolvido, a pedido da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Estadual de Londrina (FAUEL), para fins de elaboração de um Plano de Recuperação de Áreas Degradas (PRAD) em região de cultivo de cana de propriedade da empresa Atalla – Usina Central do Paraná S.A e apresentado como trabalho de conclusão de curso de Especialização em Geoprocessamento ao Centro Universitário Senac - Campus Santo Amaro – São Paulo –SP.
O objetivo foi identificar a localização e os tipos de fragmentos florestais próximos à Porecatu-PR (onde estão localizadas a maior parte das propriedades rurais da empresa) a partir da classificação do uso e da cobertura da terra.
A produção de cana-de-açúcar provoca os seguintes impactos: redução da biodiversidade, causada pelo desmatamento e pela implantação de monocultura; contaminação das águas superficiais e subterrâneas e do solo, devido ao excesso de adubos químicos, corretivos minerais, herbicidas e defensivos agrícolas; compactação do solo, devido ao tráfego de máquinas pesadas durante o plantio, tratos culturais e colheita; assoreamento de corpos d’água, devido à erosão do solo em áreas de reforma; emissão de fuligem e gases de efeito estufa, na queima de palha, ao ar livre, durante o período de colheita; danos à flora e à fauna, causados por incêndios descontrolados; consumo intenso de óleo diesel nas etapas de plantio, colheita e transporte; concentração de terras, rendas e condições sub-humanas de trabalho do cortador de cana. Dentre todos os impactos ambientais gerados o mais conhecido tem sido a queima da palha, método usado para facilitar a colheita. Uma das consequências negativas desse método tem sido a ocorrência de incêndios descontrolados em matas e fragmentos florestais (LUCHIARI JUNIOR, RAMOS, 2011).
A recuperação qualitativa de paisagens visando à conservação da biodiversidade e a melhoria da qualidade de vida tem como elemento chave a utilização dos fragmentos florestais como ilhas de biodiversidade” e a interligação destes através de corredores e vizinhanças de alta porosidade. O primeiro passo diz respeito à identificação dos fragmentos florestais. Nesse sentido, o mapeamento e os sistemas de informações geográficas sobre áreas degradadas ajudam a prevenir o desperdício dos recursos naturais. São ferramentas que auxiliam o planejamento estratégico indicando ações e respostas às várias questões sobre planejamento regional e levantamento dos recursos renováveis. Com isso, pode-se prevenir a extinção da fauna e da flora e auxiliar o processo de tomada de decisões, no que diz respeito à formação de corredores biológicos e preservação dos fragmentos remanescentes. Vê-se assim a importância da aplicação do sensoriamento remoto e de geoprocessamento no estudo da evolução dos fragmentos florestais, principalmente na definição de planos de manejo (GREGGIO et al., 2009).
A fragmentação florestal é um fenômeno associado à expansão da fronteira agrícola, e tem recebido maior atenção devido às elevadas taxas de desmatamento e seus consequentes efeitos em regiões tropicais. A região em estudo, localizada no município de Porecatu-PR e entorno, margem esquerda (sul) do Rio Paranapanema, era anteriormente coberta por florestas estacionais semideciduais, um ecossistemas extremamente ameaçado de extinção (VIANA, 1995). De acordo com a classificação realizada por Veloso et al. (1991), a Floresta Estacional Semidecidual é condicionada pela presença de duas estações climáticas: tropical, com intensas chuvas de verão seguidas por estiagens acentuadas; e subtropical, sem período seco, mas com seca fisiológica provocada pelo frio do inverno. De 20% a 5º% das árvores são caducifólias. Essa região tornou-se fronteira agrícola, principalmente a partir da década de 1940, com a expansão da cafeicultura, o que resultou na eliminação e na intensa fragmentação dessa floresta. A partir da década de 1970, o aumento da produção de álcool incentivada por programas federais tem induzido o crescimento do cultivo de cana que começam a expandirse para essas áreas ao norte do Paraná.










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